Português BR / B1
As abelhas e os zangãos
Numa árvore, foram encontrados belos favos de mel, feitos de pequenas partes de cera. Não se sabia quem era o dono. Os zangões, machos das abelhas, logo disseram que aqueles favos eram deles.
As abelhas protestaram:
— Esperem aí! Quem faz mel somos nós!
Como os dois lados não chegavam a um acordo, o caso foi parar na justiça. Houve investigação, exames, visitas ao local e perguntas às testemunhas. Fez-se muita coisa, mas o problema só ficava mais complicado nas mãos de quem cuidava dele.
Enquanto a discussão continuava, o mel começava a azedar, e as formigas comiam a cera.
Cansados de esperar uma solução da justiça, os dois grupos procuraram um jabuti muito inteligente. Ele apresentou uma ideia simples:
— Tanto os zangões quanto as abelhas devem fazer outros favos aqui, perto de mim. Vou comparar o trabalho de cada grupo com os favos da árvore. Assim, será fácil descobrir quem é o verdadeiro dono.
As abelhas aceitaram imediatamente e começaram a se preparar para o trabalho. Os zangões, ao contrário, não disseram mais nada. Decepcionados, foram embora.
A lição era simples: não basta afirmar uma coisa; é preciso apresentar uma prova.
English summary · includes the ending
Beautiful honeycombs are found in a tree, and the male bees immediately claim them. The worker bees disagree and say that making honey is their work. The two groups take the dispute to court. There are investigations, inspections and questions for witnesses, but the case becomes more complicated instead of being solved.
During the long delay, the honey turns sour and ants eat the wax. Tired of waiting for justice, both sides ask a sensible tortoise for help. He suggests a practical test: each group must make similar honeycombs near him. He will compare their work with the disputed combs to identify the true owner.
The bees are ready to begin at once. The males, however, fall silent and leave, disappointed. Their reaction settles what the arguments could not. The story ends with a clear lesson: making a claim is not enough; you must provide proof.
Adapted for Lejrbål from the credited source.
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